Tecnologia e inovação: como recuperar o tempo perdido

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Tecnologia e Inovação

Quando olhamos para o Brasil de hoje, parece que passa um filme antigo na nossa cabeça, e o enredo já é conhecido. O desenvolvimento do país desde a época do regime militar, década de 70, até os dias atuais, está baseado e dependente de uma economia centrada em nossas riquezas minerais e agrícolas, e os ciclos de bonança na economia dependem dos preços internacionais dessas matrizes, como, por exemplo, soja, barril de petróleo, aço, celulose, minério de ferro. No ramo das exceções, ainda comemoramos empresas de excelência, como Embraer (Tecnologia), Petrobras (esqueça a política, apenas o corpo técnico) e Embrapa (Pesquisa), mas é pouco, muito pouco.

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Desenvolvimento a passos vagarosos

Para entender um pouco mais sobre o impacto que a tecnologia e inovação tem sobre a vida de empresas e cidadãos, vamos olhar a questão do tráfego de dados pela rede. Um dos grandes gargalos para a nossa falta de competitividade vem da internet banda larga. Enquanto na Coreia do Sul a velocidade média da internet é de 22 Megabits/segundo, no Brasil, pasme, ela é menor do que 2 Megabits/segundo! Estamos em 93º lugar no mundo!

Como sair desse círculo vicioso? A resposta está na tecnologia e inovação! Como produzir bens e serviços “Made in Brasil” para exportação, se nossos produtos são atrasados tecnologicamente? Como ter produtos inovadores se não temos uma política governamental agressiva e verdadeira, conectando incubadoras tecnológicas, centros de pesquisa, universidades, empresas privadas, recursos financeiros transparentes, todos falando a mesma língua e buscando os mesmos objetivos?

Recursos mal aplicados em tecnologia e inovação

A falta de planejamento e competência de administrar, aliadas a interesses políticos escusos, acabam sepultando boas ideias, como o Programa Ciências Sem Fronteiras. Recursos públicos destinados à obtenção de graduação, pós-graduação, doutorado e mestrado para milhares de estudantes brasileiros mundo afora, sem uma clara estratégia de retorno para o país, consumiram R$ 6,4 bilhões nos quatro primeiros anos de funcionamento (fonte: Jornal Estado de São Paulo).

Onde estão esses profissionais formados e o que estão dando em troca pela sua formação? O que trouxeram de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços?

Tecnologia e inovação como recuperar o tempo perdido

Mais exemplos? Vamos lá: o Brasil investe 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, metade do que investem os 34 países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Em 2012, fizemos apenas 1,8 mil pedidos de patentes, a Índia 6,8 mil e a China 400 mil. O resultado prático da ausência de tecnologia e inovação se traduz também na produtividade do trabalhador brasileiro, ou seja, entre 1980 e 2013 tivemos um crescimento do setor de apenas 6%, enquanto USA conquistaram 69%, Índia 211%, Coreia do Sul 298% e China 895%.

O atraso da tecnologia e inovação vai, cada vez mais, nos afundar nos labirintos da falta de conhecimento e da dependência de serviços, softwares e equipamentos importados a preço de ouro, vide a desindustrialização acelerada que estamos sofrendo. Quando formos pra rua exigir tantas coisas, legítimas, por sinal, por que não colocarmos na pauta de reivindicações a Tecnologia e Inovação como política de estado permanente? Fica a ideia.

E você, qual postura adota no quesito aplicação de recursos e desenvolvimento da tecnologia e inovação no Brasil? Conte pra gente pelos comentários.

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